15 de jun de 2011

Vício

A noite a cena se
repete

com os meus cotovelos
apoiados no balcão

diminuo minha vida
consumindo exageradamente
o cigarro
a bebida

assim tem sido minha
vida
so vejo amigos

no álcool
e
no tabagismo

tem aquele camarada
que sempre me serve
do outro lado do balcão

nem sei o nome dele
mais ele me escuta
e me consola

muitas vezes quando
mal consigo me levantar
ele chama um táxi pra me
levar embora

ele sente pena de mim
embora ganhe com o meu
vício

ele sofre em ver meu
estado fìsico e moral

tambem me aconselha
quando saio com mulheres
de pouca moral

ele um bom homem
afinal

e quando amanhce o
dia
com a cabeça doendo
e com um pouco de
lucides

reflito
penso
indago-me sozinho

como cai nesse vìcio
mil motivos vêem a
tona

dinheiro
amor
perdas

nada justifica
sim sou fraco
digno de pena

mais quem sabe tudo
pode mudar

meus vícios irei deixar
quem saiba possa melhorar

depois desse poema
que acabei de narrar.

Nereu Airto

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